Copart: importante braço das seguradoras no leilão de veículos

 

Conteúdo da edição de dezembro (216) da Revista Cobertura

Com tecnologia de ponta e o retorno mais rápido para as companhias, empresa trabalha para aprimorar o mercado

Globalmente, com 90% de seus negócios voltados para as seguradoras, a multinacional Copart adotou uma proposta que, em meio à grande revolução digital presenciada nos últimos anos, vem impulsionando o mercado de leilões extrajudiciais online de veículos. A companhia investiu em tecnologia de ponta a ponta, que suporta desde a gestão do sinistro até o pagamento do valor do ativo para as seguradoras.
As plataformas eletrônicas desenvolvidas pela empresa contribuíram para modernizar o mercado em escala mundial e têm possibilitado o acesso de milhões de vendedores e compradores aos certames com maior transparência, segurança e credibilidade.
E no Brasil, onde a companhia está presente desde 2012, não tem sido diferente. No mercado nacional, as seguradoras também respondem pela maioria (90%) dos seus negócios. Veículos de locadoras, bancos, empresas e até de consumidor final, representam os outros 10%. Por ano, são dezenas de milhares de veículos leiloados. Para as seguradoras são realizados leilões extrajudiciais de veículos sinistrados. “Nós somos a maior empresa no país com foco em leilão para as seguradoras”, diz o presidente da Copart do Brasil, Adiel Avelar.
Outro diferencial é ela ser a única empresa do segmento que não atua localmente. Com mais de 200 colaboradores e um total de 10 pátios, a Copart está presente nas regiões Sudeste e Sul, aonde se concentra a maior parte da frota do Brasil. “Como já acontece em outros países, nós queremos ter uma abrangência nacional e, para isso, aumentaremos o número de pátios. Hoje, nós transportamos veículos de todo o país para atendermos as seguradoras”.

 

Prestação de serviço
Avelar comenta que a Copart é uma empresa de tecnologia de prestação de serviço. Tanto que, na matriz, em Dallas, há uma área de cientistas de dados. “Nós utilizamos inteligência artificial e machine learning, e criamos um abrangente banco de dados de veículos para conseguirmos dar ferramentas para as seguradoras agilizarem todo o processo. Na matriz, na Índia e no Brasil, nós temos centros tecnológicos. Investimos muito em tecnologia”.
Com know how internacional e tropicalização para o Brasil, a atuação da Copart começa dentro da seguradora. “Na gestão do sinistro, nós a ajudamos com informações sobre o preço do veículo para a tomada de decisão. Nós fazemos este trabalho de consultoria e lhe oferecemos ferramentas para ela se basear na decretação de uma perda total ou não”.
Definida que a perda é total, o passo seguinte é remover o veículo o mais rápido possível para um dos pátios da Copart, fazer o processo de transferência do bem para a seguradora, ir a leilão e monetizá-la no menor prazo. “Para que todo esse processo seja eficiente, são imprescindíveis a tecnologia e a transparência. As seguradoras acompanham todo este processo por meio de sistemas oferecidos pela empresa”, enfatiza.
Ao longo dos anos a Copart vem reduzindo agressivamente o prazo médio de monetização do ativo, justamente pela tecnologia que é empregada. Mas Avelar explica que eles ainda não estão satisfeitos. “Globalmente, pensamos dia e noite em como reduzir ainda mais este prazo. A cada dia o valor do bem é depreciado, a seguradora já pagou a indenização e o quanto antes ela tiver o dinheiro em caixa melhor será. E, ainda, mais flexibilidade ela terá para baixar o valor do seguro”.
Adiel Avelar explica que essa monetização não é benéfica apenas para as companhias seguradoras, mas também para toda a sociedade. “O nosso sonho é ajudar a baratear o valor do seguro, de forma que as companhias consigam ajustar um custo e benefício que seja bom para o consumidor. Principalmente, para que o Brasil saia de um patamar de menos de 30% da frota segurada para em torno de 99%”.
Uma matemática que reflete em novos negócios para a Copart. “Tem países com 100% da frota segurada, no Brasil há muitas oportunidades para isso. Além das companhias venderem mais seguros, nós teremos mais carros para irem a leilão. Esta é a nossa meta, trabalharmos para aumentar este mercado e crescermos juntos”, afirma o executivo.
Contribuir para aperfeiçoar o mercado também é meta da companhia. Como exemplo, Avelar menciona o processo de transferência de documento. “O que poderia melhorar bastante seria a transferência automática do nome do segurado para a seguradora no momento que o veículo chega ao pátio. Nos Estados Unidos, os nossos pátios têm postos do Detran”. Um dos caminhos para reduzir o tempo de venda do veículo e o retorno às seguradoras.

 

Modelo simultâneo
Pioneira na gestão de leilão eletrônico de veículos no mercado norte-americano, processo que foi implementado na década de 1990 e adotado nos demais países em que a empresa tem filiais, no Brasil, pelo fato de a legislação de 1932 exigir a presença de um leiloeiro oficial, a Copart desenvolveu um modelo para atender o mercado local.
Por aqui, o leilão acontece de forma simultânea: presencial e online. Pelo portal, os interessados podem acessar todos os veículos que estão sendo leiloados, com imagens em HD e com todas as suas descrições.
Uma transparência e confiabilidade das informações, que fizeram com que atualmente a vasta maioria de arremates seja de forma online. Além disso, a Copart entrega o veículo no endereço do cliente. “Ao longo desses sete anos no país, nós vimos uma mudança de comportamento do consumidor. Pela transparência e segurança que oferecemos, percebemos que a tendência é cada vez mais os leilões serem online, tanto que hoje ele representa a grande maioria das nossas vendas e em breve este percentual deverá crescer e chegar perto dos 100%.”.
Os participantes dos leilões são principalmente os consumidores finais. E baseado na tecnologia, como não poderia deixar de ser, a Copart utiliza todas as ferramentas disponíveis para captar possíveis compradores. “Quanto mais pessoas atrairmos, a disputa será maior e, consequentemente, maior será o valor auferido do bem e o retorno para as seguradoras. O mais seguro é comprar veículos de seguradoras em um leilão, pois ele já passou por todo o processo e as informações estão disponíveis de forma transparente”.
E há várias histórias de clientes que passaram a utilizar os veículos para as mais diversas finalidades, como na época da crise, para serem o seu ‘ganha-pão’. “Eu acompanhei, no período de recessão, clientes que compraram carros para reformá-los e posteriormente vendê-los, e também pessoas que perderam seus empregos e montaram o seu próprio negócio e precisavam de um carro para fazerem as suas entregas. É incrível a oportunidade que o leilão traz para as pessoas usarem este ativo, de forma que faça diferença na vida delas”.
Segurança
Na parte ambiental e de segurança, os leilões da empresa também merecem observação. Todos os veículos irrecuperáveis são vendidos de maneira correta para desmanches e recicladoras. “Nós viabilizamos para que eles sejam adquiridos por quem for fazer o uso de peças, que não sejam itens de segurança”. Também são clientes da empresa oficinas mecânicas e funilarias.
Inclusive, a Copart participou ativamente do projeto de regulamentação dos desmanches no Estado de São Paulo, o que originou a Lei do Desmonte (15.276/14) e, posteriormente, se expandiu para todo o país. “Nós participamos trazendo experiências de outros países, para mostrarmos o quanto este mercado é estigmatizado e que tem muita gente séria.

Contribuímos para que ele fosse regulamentado e junto ao Detran, para que se tornasse uma lei federal. Até porque, a Copart nasceu como um desmanche antes de se tornar uma empresa de leilão, e nós temos muita consideração por este mercado”, conclui.

 

Copart
Ao retornar aos Estados Unidos da guerra do Vietnã, Willis J. Johnson abriu uma empresa de desmanche comprando veículos de leilão. Ele também tinha uma revista para fazer a sua propaganda, chamada de Cooperativa de Peças (Coparts). Poucos anos depois, o dono do leilão lhe ofereceu a sua empresa, nascia, assim, a Copart, no ano de 1982. Desde o início, ele colocou em prática o que aprendeu no exército: disciplina, processo e a transparência.
Totalmente pautada em tecnologia, a Copart é pioneira no leilão online de veículos nos Estados Unidos, modelo que ela aplica nos 11 países em que está presente. Desde 1994, ela está listada no mercado de ações da NASDAQ. O seu faturamento anual é de US$ 2 bilhões e o seu valor de mercado com ações está em torno de US$ 20 bilhões.

 

Atuação da Copart
Gestão de sinistro dentro da seguradora, informação sobre a precificação do veículo para a tomada de decisão, transporte do bem ao pátio o mais rápido possível para evitar mais danos, suporte na transferência do documento para a seguradora, agilidade na divulgação e no leilão simultâneo (presencial e online), a fim de evitar a depreciação do bem, atrair o máximo de possíveis compradores, vender pelo maior valor possível e no menor prazo de retorno para as seguradoras.

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