Inovação em RC Profissional durante e depois da pandemia

 

Alisson Guirao

A pandemia trouxe grandes ensinamentos, dentre eles, a compaixão. E explico como a compaixão pode ser inserida nos negócios sem que isso pareça estratégia de marketing.

Obviamente, as empresas trabalham para ter lucro e preferencialmente sustentável. Mas chega um momento, como o que estamos passando, que o lucro deveria perder seu protagonismo. Também é óbvio que, sem lucro, as empresas não existiriam, mas o ponto não é esse.

O ponto desse artigo é o que empresas podem fazer para serem menos oportunistas em momentos de crise já que evidentemente muitas sobreviverão pós-pandemia sem tais estratégias? Como aceitar ligar a TV e ouvir que farmácias foram multadas por inflacionar o preço de máscaras de proteção e em álcool gel? Como entender a corrupção por trás das construções de hospitais de campanha? E por aí vai. 

Nesse sentido, a resposta certa seria: empresas podem fazer muito. Podem não inflacionar o mercado, devem não praticar a corrupção, estudar políticas de precificação mais justas, encontrar formas práticas para renovar o sistema capitalista para torná-lo uma ferramenta inclusiva de oportunidades econômicas e prosperidade compartilhada, enfim. Mas supondo que esse discurso não faça nenhum sentido para muitos, o mínimo e essencial seria: aja corretamente.

Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que, em momentos de vulnerabilidade total, produtos ou serviços deveriam ter um propósito maior – o de ajudar, proteger, solidarizar -, além do lucro que podem dar.

Sob essa ótica, esse é, ou deveria ser, o propósito de qualquer seguradora. Seguradora protege, tranquiliza, dá suporte e está presente em momentos muito difíceis na vida de pessoas e empresas.

Sabemos que essa pandemia trouxe incontáveis oportunidades, principalmente nos ramos de RC Profissional Médico, que cobre hospitais, clínicas, centros de diagnóstico e o profissional propriamente dito. O princípio desse produto é oferecer proteção para falhas profissionais não intencionais que possam acarretar a alguém, pessoa física ou jurídica, prejuízos físicos, financeiros, morais. Então, imagine, num cenário de caos, o tamanho da vulnerabilidade do profissional, bem como de toda cadeia envolvida no segmento de saúde e a proporção das falhas que o sistema está sujeito?

Nessa hora, seguradoras que comercializam o RC Profissional Médico, por exemplo, podem ajudar não excluído cláusulas de suas apólices, não aumentando taxas, incentivando o corretor a fazer a negociação mais flexível possível junto aos segurados, flexibilizando as parcelas do prêmio ou até mesmo oferecendo coberturas adicionais criadas para atender riscos que antes não existiam. É hora de pensar quais cláusulas poderiam ser incluídas para levar algum conforto a quem possa precisar de uma cobertura.

A Fator Seguradora, nesse momento, não tem focado em grandes projetos que promovam grandes inovações. Estamos atentos ao que podemos fazer para ajudar a economia a girar, ajudar o corretor e ajudar os segurados a terem as melhores condições nas apólices, caso precisem recorrer a elas. Como exemplo, não excluímos de nossas coberturas falhas de profissionais que têm atendido remotamente. A Telemedicina ainda é um conceito novo no Brasil e falhas são passíveis de acontecer. Ainda mais se considerarmos o estresse do médico, que precisa tomar decisões sem examinar presencialmente seu paciente. É hora de excluir esse tipo de cobertura? Certamente não.

A conclusão é simples. O momento pede reflexão para que o caminho seja a colaboração. Não importa como. Ainda que nem todos saibam exatamente o que fazer para colaborar, lembrem-se: basta agir corretamente. E isso já será muito!

Conteúdo da edição de junho (221) da Revista Cobertura

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