Uma novata em plena ascensão

 

Conteúdo da edição de março (218) da Revista Cobertura

Por Karin Fuchs
Em pouco tempo, seguradora ampliou seu portfólio e deslumbra voos mais altos

 

Richard Vinhosa
e Ivo Machado

Desde que emitiu a primeira apólice em outubro de 2019 até janeiro de 2020, a EZZE Seguros acumulou um volume de R$ 16,9 milhões em prêmios emitidos. A meta é chegar a R$ 100 milhões neste ano e na marca de R$ 1 bilhão, em um período de cinco anos. Em pouco tempo, a companhia já tem em seu portfólio o seguro garantia em todas as modalidades, fiança locatícia, e Responsabilidade Civil D&O e E&O.

“Nós nascemos com a visão de sermos uma seguradora multilinha, colocando os produtos nos canais de distribuição e implementando-os conforme faça sentido na nossa estratégia. Começamos com linhas financeiras e estamos indo para uma nova camada com produtos de Responsabilidade Civil e Massificados”, afirma o presidente da companhia, Richard Vinhosa.

A linha de affinities é o que ele chama de uma outra vertente da EZZE Seguros, assim como o digital. Para ambas, no comando está o executivo Diego Azevedo, que tem mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros. “Em massificados, nós teremos seguros de acidentes pessoais, prestamistas, seguro de celular e o garantia estendida. Todo um ramo de massificados que estamos construindo e implementando”, compartilha Vinhosa.

No digital, o foco é como a companhia se posicionará neste universo. “Quando olhamos para o mercado, não tem ninguém muito forte no digital e, quando isso acontecer, será algo meio que instantâneo. A minha visão e dos sócios é que temos de estar com o pé lá, pois quando isso acontecer, não teremos tempo o suficiente para nos prepararmos como companhia. Estamos construindo todo o nosso modelo de forma digital, e tem mais três verticais de canais que identificamos e que queremos implementar ao longo do tempo”.

O olhar para os corretores
Com escritório em São Paulo e parceria com seis assessorias de seguros, que somam atendimento a cerca de seis mil corretores no país, Vinhosa conta que a abertura de filiais está no radar, mas a meta agora é expandir o número de assessorias parceiras. “Em um país que tem quase 90 mil corretores, sempre há espaço para ganhar mais capilaridade. Está no nosso planejamento estratégico a abertura de filiais, mas me questiono se isso traz um retorno efetivo, principalmente hoje, no mundo digital”, pondera.

Ivo Jucá Machado, vice-presidente Comercial e de Marketing, complementa: “hoje, o corretor consegue fazer praticamente tudo pelo nosso portal. A figura física não se faz tão necessária, mas obviamente uma estrutura comercial em uma região atrai negócios. Por isso, estudamos a possibilidade de abertura de filiais”.
Segundo ele, o corretor é o principal canal de distribuição da EZZE Seguros e a companhia oferece uma série de treinamentos online e suporte. “O que a gente se propôs foi ter uma eficiência operacional muito boa dentro da companhia. Investimos fortemente na parte de sistemas para facilitar a experiência dos corretores de seguros e eles têm com a gente um linguajar empreendedor”.

O executivo pontua que eficiência operacional, relação transparente com os corretores e programa de participação no resultado são temas que os diferenciam da concorrência. “Muitas vezes, a concorrência está engessada dentro de um programa mundial e com uma estrutura mais rígida. Nos caracterizamos pela flexibilidade e velocidade em dizer sim ou não, e pelo nosso DNA empreendedor que anda muito em linha com o corretor. Somos uma grande alfaiataria, desenvolvemos produtos e vamos adequá-los de acordo com necessidades específicas”.

Por ser uma seguradora 100% nacional, a tomada de decisão é facilitada, pois o processo ocorre internamente. “Velocidade é importante para o corretor e ao degustar a experiência conosco, sem ruído e com o básico bem feito, como a emissão da apólice no prazo certo, o pagamento de sua comissão no dia correto e sem problemas na regulação de um sinistro, ele sentirá essas diferenças quando compará-las com o mercado. Esperamos que isso o fidelize e que esta relação perpetue”, diz Richard Vinhosa.

Potencial
Sobre o seguro garantia, Machado comenta o potencial que há e a retaguarda que a companhia oferece para os corretores. “Nós desenvolvemos treinamentos para os que não têm o garantia mais focado na sua carteira. Por ser um produto mais técnico, quem não tem a expertise do dia a dia com ele se sente inseguro e quando isso acontece, o produto não é ofertado para o cliente, deixando espaço para outro corretor”.

Ainda de acordo com ele, “toda pessoa jurídica é um potencial cliente para o garantia, pois, hoje, o garantia judicial está pacificado nos tribunais. Ele é equivalente à fiança bancária, a um bem nomeado à penhora ou ao depósito em dinheiro. Naturalmente, as pequenas, médias e grandes empresas sempre têm algo na justiça, seja trabalhista, fiscal ou tributária. É nesse aquário que entendemos que os corretores de seguros poderão pescar”.

Além disso, o executivo menciona o bom momento para as obras de infraestrutura. “Os leilões que estão por vir de energia eólica e solar e as privatizações mostram um mercado que estará muito aquecido neste ano”.

Do projeto à concretização
A ideia de criar uma seguradora partiu de Claudio Vale, que operava na área de crédito com fundos de recebíveis. Ideia que foi passada para Ivo Jucá Machado, que foi seu sócio em uma corretora de seguros e que, desde 2003, atua na corretagem de seguros, tendo sido também um dos sócios fundadores da BR Insurance, atual Alper Consultoria em Seguros.

“Ele sempre teve o sonho de montar uma seguradora, mas eu não me sentia a vontade para tocar este projeto. Tínhamos que achar não somente um executivo que fosse líder neste processo, mas que também estivesse disposto a investir financeiramente”, recorda-se Machado.

O convite foi feito a Richard Vinhosa e aceito. “Ele estava investindo em outro negócio, contei para ele sobre o projeto e que, pelos números da Susep, cabia mais um player no mercado de garantia. As multinacionais ainda não tinham entrado com força nisso, havia potencial e este poderia ser o nosso nicho de entrada. Na mesma noite ele me ligou decidido a entrar no nosso negócio”.

A estruturação da seguradora começou em abril de 2018 e em outubro do ano seguinte saiu a autorização final da Susep. “Nós formatamos o grupo inicial, eu, o Claudio e o Richard, e fomos capitaneando novos sócios. Ao todo, são 12 sócios investidores que juntos têm um patrimônio superior a R$ 10 bilhões na pessoa física, o que deu a musculatura para tocar o projeto adiante”.

Os planos de crescimento são expostos por Vinhosa. “Nós tomamos a decisão certa no melhor momento possível, pois também fazemos parte do grupo que olhou para o Brasil e entendeu que era o momento adequado de investir em seguros. Muitas coisas estão acontecendo no ramo em que atuamos, a demanda por investimentos em infraestrutura existe em tudo o que se imaginar e há um gap de décadas”.

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