Uma seguradora cada dia mais digital

 

Por Carol Rodrigues

Com os corretores no centro da estratégia, AXA acelera na proposta de oferecer uma experiência simples, rápida e ágil aos segurados e parceiros de negócios, segundo a CEO Erika Medici

Quando foi promovida a CEO da AXA no Brasil, Erika Medici ouviu de seu chefe, responsável pelo desenvolvimento de negócio em mercados internacionais: “a sua missão é acelerar o crescimento da companhia e fazer com que a AXA seja reconhecida pelos corretores como uma empresa com a qual é fácil de se trabalhar”.

Um mês depois, veio a pandemia causada pelo novo coronavírus. Erika pensou: “vamos ter de acelerar muito mais para atingir a meta do ano”. É o que ela e seu time estão fazendo desde então. “Diante das contingências, o processo de digitalização da companhia, que já tinha bases muito estruturadas, se acelerou e isso tem tudo a ver com oferecer uma experiência simples, rápida e ágil, que é o que todo mundo quer no fim do dia”.

Tendo em vista os seus dois grandes desafios que, em sua opinião, estão interligados, Erika tem a sua estratégia. “Para ganhar escala, atrair mais corretores e clientes é preciso ter uma companhia altamente digitalizada, com processos eficazes e com pessoas que acreditam no que estão fazendo e querem fazer a diferença e esta é a base para um trabalho ágil, rápido, eficiente”.

Segundo a CEO, durante os anos, a seguradora criou um espaço para um diálogo muito aberto com o corretor, uma postura de co-criação, que hoje é reconhecida pelo mercado. “Essa atitude, somada a nossa velocidade de adaptação ao cenário, estão fazendo a diferença neste momento”.

Novidades também foram disponibilizadas em tempo recorde, de acordo com ela, como o Empresa Slim. “Iniciamos o processo de vistoria remota para os sinistros do Empresa Flex e Condomínio, fizemos uma campanha de comunicação focada em gerenciamento de riscos em uma linguagem super simples, dentre outras ações. O resultado está chegando: temos registrado uma média de cadastros de novos corretores maior do que antes da pandemia. Corretores que não tinham nenhuma proximidade com a AXA perceberam que temos uma proposta de valor concreta e que realmente agiliza e facilita seu dia a dia. Aqui, especialmente, destaco o ótimo trabalho do time da Filial Digital”.

As novidades são estendidas a corretores e também segurados, aos quais a companhia reforçou o atendimento e ampliou a oferta de ferramentas digitais. “No lado da oferta, já tínhamos dentro do pacote do Empresa Flex, a cobertura para eletrônicos em home office, com a proteção para a casa do funcionário e o trajeto empresa-casa. Essa cobertura ganhou uma visibilidade muito grande nesse período e tem sido um gancho importante de conversas entre corretor e cliente”.

De acordo com ela, uma parceria entre as áreas Comercial, Subscrição e Marketing da AXA deu origem a uma régua de comunicação focada em gerenciamentos de riscos, tendo em vista o cenário atual e pós-pandemia. “Apostamos que o corretor é que tinha de levar esse material para o cliente, pois ele conhece melhor a realidade de cada estabelecimento lá na ponta, principalmente os pequenos comércios. Então fizemos uma série que foi enviada por email e whatsapp”.

Um portfólio completo

A AXA iniciou a operação no Brasil em 2015 e tem como propósito ser reconhecida como uma companhia parceira do empreendedor e das empresas. “Somos uma operação jovem, em expansão, com um foco muito claro em seguros empresariais. O corretor está no centro dessa estratégia, ele é nosso principal parceiro nessa jornada!”.

Embora a representatividade da operação brasileira seja pequena – a operação global em 2019 teve um faturamento de 104 bilhões de euros, cerca de R$ 600 bilhões -, a importância é enorme nos planos de futuro do Grupo.  Segundo Erika, o Brasil está entre as prioridades para expansão global, junto a China, Filipinas, Indonésia, México e Tailândia.

“Nosso foco é oferecer um portfólio completo de soluções para empresas, do pequeno ao grande risco. Ser uma empresa parceira do empreendedor, da pessoa que trabalha muito para manter um negócio de pé e que emprega pessoas, que faz a economia girar e precisa preservar suas conquistas para ir além. Além dos seguros para o negócio, oferecemos também o Vida para os colaboradores”, explica.

Nesse contexto, o corretor que trabalha com esse público é a prioridade da companhia. “Intensificamos nosso processo de aproximação dos médios e pequenos corretores e temos atraído novos parceiros diariamente através de nossa Filial Digital, um modelo que deu muito certo, ainda mais em tempos de pandemia, em que a tecnologia é o grande motor de todos os negócios. Nosso objetivo é ter todos os produtos na plataforma, na ponta, para dar autonomia de trabalho para o parceiro”.

Outro foco da AXA são as Parcerias, com um olhar voltado não só para o varejo mas para a expansão digital e oportunidades em novos segmentos. “Temos uma proposta de valor consolidada para entregar ao parceiro, o que tem sido cada vez mais percebido pelo mercado”.

Segundo Erika, além das iniciativas comerciais para vendas, o time de Finanças e Estratégia realiza um trabalho estruturado para capturar mais rentabilidade na operação. “Nosso Comitê Executivo faz duas reuniões diárias de cerca de 15 minutos para manter todos alinhados. Tem sido uma dinâmica de trabalho muito eficaz”, comenta.

Sobre a atuação em outros nichos de mercado, ela diz que a AXA sempre estuda o mercado e futuras oportunidades de crescimento, seja de forma orgânica ou por aquisições.

Mudança de hábito

Erika diz que tem pensado muito sobre os aprendizados da pandemia. “Temos de acumular conhecimento e não trocar um pelo outro. Não faz muito tempo, vivemos uma crise hídrica em nível nacional, que nos ensinou sobre o uso racional da água, reutilização e nos fez pensar na diversificação da matriz energética, entre muitas outras coisas. Agora, nosso foco está nos hábitos de higiene e isolamento social para achatar a curva de contágio e isso tem implicações no jeito que nos organizamos como sociedade”, analisa a executiva ao destacar que o home office é algo que funciona e não pode ser esquecido daqui a um ano.

Repensar é uma palavra-chave. Embora estar junto fisicamente seja fundamental em algumas circunstâncias, em sua opinião, o mundo vai repensar a necessidade das viagens corporativas. “Precisamos entender que esses aprendizados fazem parte de um reequilíbrio do nosso modo de vida e que se não mudarmos os hábitos de verdade, seremos acometidos pelos mesmos males do passado”.

Conteúdo da edição de junho (221) da Revista Cobertura

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