Darwin atrai R$ 11 milhões em investimentos e quer revolucionar o mercado segurador com produtos personalizados, trazendo proteção para milhões de brasileiros.

Ex-sócio da Stone e ex-diretor de M&A da BBM Logística criam insurtech com proposta inovadora para o setor, com uso de dados e inteligência artificial 

Os jovens executivos Carlos Alberto Souza Barros e Firmino Freitas deixaram promissoras carreiras corporativas para empreender, com o objetivo de mudar a forma tradicional de fazer negócios. Com tantas oportunidades, o mercado segurador foi o escolhido. E, em fevereiro de 2021, fundaram a Darwin , insurtech que usará tecnologia, dados e inteligência artificial para oferecer um ecossistema completo de produtos flexíveis e com preços adequados para cada perfil de usuário. O projeto é tão inovador que chamou a atenção de investidores institucionais e relevantes investidores-anjo, todos players estratégicos no setor de atuação da startup, e atraiu um aporte seed money de R$11milhões.

“A Darwin nasce focada num objetivo principal: ouvir nossos clientes. Só assim entendemos que vamos mudar o mindset do mercado atual e garantir a satisfação e experiência ao longo de toda a jornada com a Darwin. Esta captação, junto com o know-how de nossos investidores, acelerará os investimentos em tecnologia, inovação e atração de talentos, pilares fundamentais do nosso DNA. Criaremos um ecossistema completo de seguros e outros produtos financeiros, totalmente digitalizado e customizado, mas sem deixar de ser humanizado, oferecendo uma proposta de valor única no mercado, com intuito de melhorar a experiência dos usuários que já estão dentro do mercado e trazer milhões de brasileiros ‘invisíveis’ para dentro de uma indústria tão importante na economia”, comenta Firmino Freitas, co-fundador da Darwin.

O primeiro produto da Darwin será um seguro de proteção veicular completo. Com a jornada 100% digital, desde a cotação até o pagamento de sinistro, a startup inovará ao usar um sistema de telemetria no celular do segurado. O cliente fará o download do aplicativo da Darwin ao seu aparelho, que avaliará o seu perfil de dirigibilidade, seu estilo de vida e fará com que ele tenha o seu próprio Darwin Score. Isso permitirá a criação de parâmetros de precificação mais precisos e adaptáveis para o cálculo do prêmio de cada pessoa. Não haverá o sistema padrão de “preço médio” do seguro para consumidores com perfis semelhantes, usado por boa parte da concorrência, mas que acaba criando médias injustas. Além disso, como os processos não serão burocráticos e nem terão papelada, os prazos tanto de contratação do produto, quanto de resolução do sinistro serão até 95% menores do que os praticados no mercado e que demoram dias ou até semanas.

A empresa decidiu começar no ramo de automóveis, porque identificou uma alta demanda reprimida no segmento. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSEG), em 2020, este mercado é de cerca de R$35 bilhões com apenas 30% da frota brasileira é assegurada. Há ainda um volume potencial de até R$80 bilhões de carros desassistidos no país. A insurtech espera receber a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para iniciar seu funcionamento até o fim do ano.

“Nossos planos de expansão do portifólio de produtos incluem outros ramos como o residencial e celular, além da oferta de produtos financeiros que tenham sinergias com a nossa carteira de clientes, como o crédito para pessoa física. Faremos isso de forma constante, embora controlada, quando já tivermos uma base mais sólida de segurados. Esperamos atingir um milhão de pessoas nos primeiros cinco anos de operação do nosso ecossistema de produtos e soluções”, explica Carlos Alberto Souza Barros, co-fundador da Darwin.

A primeira captação da insurtech teve a participação dos fundos de venture capital Invisto Capital e Duxx Investimentos, fundos com investimentos em fintechs e insurtechs, e que no caso da DUXX, conta como principais acionistas Marcos Couto, que tem mais de 30 anos de experiência em seguros, e Daniel Matumoto head de investimentos. O investimento envolveu ainda outros investidores estratégicos como Felipe Affonso, ex-diretor do Softbank Brasil, Antonio Lemos, ex-CEO da Unidas, Ricardo Bechara, ex-CEO e fundador da Rappi Brasil, Fernando Julianelli, CEO da Stockcar, e Enrico Ventura, ex-diretor geral na Bradesco Seguros Auto/RE. Este último, profissional veterano do setor de seguros, com mais de 25 anos de experiência, será também conselheiro consultivo da Darwin.

“Sempre acreditei e acreditamos em um modelo de negócios pautado em um ecossistema de seguros completo e preparado para quaisquer mudanças – as de hoje e as que ainda estão por vir. Nossa essência é sempre se adaptar ao nosso ambiente de atuação, independentemente dos produtos oferecidos. O nome Darwin representa a nossa obsessão por evolução constante”, resume Ventura.

Os fundadores da Darwin abriram mão de trajetórias profissionais consolidadas para enfrentar esse desafio. Firmino, que tem 29 anos, é administrador de empresas e foi sócio da RGS Partners, uma das principais boutiques de M&A e captação de recursos do Brasil, e diretor de M&A da Grupo BBM Logística, uma das principais empresas de logística da América Latina. Carlos Alberto tem 31 anos, é formado em administração de empresas, trabalhou na tesouraria do Banco Goldman Sachs e foi sócio do Grupo Stone Co, onde era o responsável pela tesouraria, mercado de capitais offshore, gestão de risco financeiro, precificação e mesa de antecipação de grandes clientes. Além de Carlos e Firmino, a insurtech é composta por um time estratégico e complementar com ex-executivos de empresas como, por exemplo, TIM, Loggi, Movile, Bradesco Seguros, HDI Seguros, entre outras companhias.

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