Congresso Minha Vida Protegida traz imersão para corretores entenderem o motivo pelo qual precisam ofertar o seguro de vida. “Fundamos o instituto porque alguém precisa mudar o futuro da sociedade brasileira”
Na adolescência, Marlene Miranda sonhava ser professora de educação física. No decorrer dos anos, a vida foi mudando e o sonho ficou para trás. “Nem tudo o que sonhamos conseguimos realizar. A vida nos leva para outro caminho”, depôs.
Marlene tornou-se diarista, profissão que lhe rendeu a possibilidade de comprar a sua casa e manter o seu sustento. “A minha disciplina financeira foi fruto da dor. A vida me ensinou que eu tinha que seguir uma meta e que, se eu morresse, tinha de deixar algo que beneficiasse meu filho”.
Seu filho Rafael, hoje com 14 anos, é a sua grande preocupação. Para o futuro, ela sonha diminuir as faxinas para estar mais presente na vida do filho. Quando questionada por Rogério Araújo, presidente do Instituto Minha Vida Protegida, sobre o seu maior medo, ela respondeu rapidamente: “partir”, disse ao olhar para o filho Rafael.
Inclusive, o vídeo em que Marlene narra o que conquistou com o seu trabalho como diarista viralizou, sobretudo devido à sua preocupação com o filho Rafael, que tem síndrome de down, transtorno do espectro autista, epilepsia e apraxia da fala.
“Quando assisti esse vídeo pela primeira vez, fiquei inquieto procurando a Marlene até encontrá-la porque você, além de uma aula de cuidado, amor e proteção, nos deu uma aula de planejamento financeiro”, compartilhou Araújo.
A história de Marlene, relembrada no palco ao lado de Araújo, deu a tônica à abertura do primeiro Congresso do Instituto Minha Vida Protegida, que é realizado nos dias 6 e 7 de março, no Espaço de Eventos do Center 3, em São Paulo.
O Instituto fez uma movimentação no mercado e entregou à Marlene um seguro de vida da Centauro Seguradora.
“O medo existe. O que fazemos com ele?”
“Enquanto existir Marlenes, Éricas, Ricardos, um pai ou uma mãe que se preocupa com quem vai ficar, nós precisamos trabalhar e entender o tamanho da nossa responsabilidade. É por isso que nós estamos aqui. É por todas as famílias que estão lá fora em busca de proteção e planejamento financeiro, e que não os têm por falta de informação”, chamou a atenção o presidente do instituto.
Todo o Congresso Minha Vida Protegida é norteado pelo debate sobre a importância do planejamento e da proteção financeira na vida das pessoas.
“O seguro de vida tem um papel de transformação social no nosso País. Ele tem a capacidade de proteger sonhos e projetos, mas também a capacidade de trazer uma boa gestão e inteligência financeira, além de impactar diretamente a vida da nossa sociedade”, disse ao lembrar que é papel do corretor levar, de forma didática, a urgência do seguro de vida à sociedade.
A urgência foi lembrada por Araújo pela realidade de que 75% das famílias brasileiras estão endividadas e não têm reserva de emergência, o que revela que não existe planejamento financeiro.
“Quando acontece um imprevisto como doença, invalidez ou morte, o impacto não é apenas emocional. É financeiro, imediato e devastador para toda a família. O seguro de vida traz estrutura”, ressaltou.
“Temos hoje que atender uma sociedade que vive um paradoxo, que sonha com uma vida melhor. Menos de 8% da sociedade tem um plano de previdência contratado, a maioria não possui reservas de emergência suficiente”, acrescentou.
Há ainda distorções de conceitos sobre o olhar para o futuro e o planejamento financeiro. “Em 2024, a sociedade brasileira apostou mais de R$ 216 bilhões nas Bets, sendo que grande parte desse valor foi oriundo de famílias de baixa renda. Muitos apostadores das Bets encaram isso como investimento. Esse é o retrato da nossa sociedade quando falamos de planejamento e proteção financeira. Fundamos o instituto porque alguém precisa mudar o futuro da sociedade brasileira”.
Um seguro para chamar de seu
Ele ainda destacou que 82% dos brasileiros economicamente ativos não têm seguro de vida, apenas 18% dos brasileiros neste momento estão segurados porque são apólices coletivas. “De 5% a 7% possuem apólices individuais adequadas, personalizadas. Todo brasileiro precisa de um seguro de vida para chamar de seu. O nosso problema não é cultural, mas sim de baixa oferta. Falamos pouco do seguro de vida. Temos de falar de seguro de vida como proteção da educação. Nem tudo no nosso mercado é questão de ‘se’, mas ‘quando’”.












