Capitalização é tema de aula magna na Escola de Negócios e Seguros

Capitalização é tema de aula magna na Escola de Negócios e Seguros

Diretor-executivo da FenaCap, Natanael Castro falou aos alunos da graduação sobre a evolução do setor e seu papel para o desenvolvimento do país

Falar de Capitalização é falar de desenvolvimento, inclusão financeira e modernização das relações econômicas no Brasil. Foi com essa perspectiva que Natanael Castro, diretor-executivo da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), ministrou nesta segunda-feira (09/02) a aula magna para a turma de graduação da Escola de Negócios e Seguros (ENS). O encontro on-line marcou o início do semestre letivo com uma reflexão estratégica sobre um setor que vem ganhando relevância crescente na economia nacional.

Sorteios milionários da Capitalização

Com o tema “Capitalização no Brasil: um mercado em transformação”, a apresentação conectou fundamentos acadêmicos à realidade do mercado, destacando a evolução do Títulos, suas diferentes modalidades e os caminhos que vêm sendo construídos para ampliar sua compreensão e utilização pela sociedade. Na aula, Natanael respondeu a perguntas dos estudantes e ressaltou que esse é um setor com quase um século de história no país, que apresenta indicadores sólidos de crescimento e confiança por parte de seus clientes.

Atualmente, o mercado brasileiro de Capitalização é formado por 17 empresas e, de janeiro a novembro de 2025, arrecadou R$ 31,32 bilhões, e somou reservas  no valor de R$ 44,31 bilhões. Segundo o executivo, a expectativa do setor é manter uma trajetória consistente de crescimento de dois dígitos, já observada ao longo da última década. Os números atuais refletem a solidez do segmento e sua capacidade de se adaptar às novas demandas da economia e do consumidor.

Natanael Castro
Natanael Castro

“A Capitalização tem um papel cada vez mais relevante na economia brasileira, seja como instrumento de planejamento financeiro, de estímulo ao consumo ou como solução moderna de Garantia. Nosso desafio é ampliar o conhecimento sobre o produto e mostrar, com clareza, seu valor para pessoas, empresas e para o desenvolvimento do país”, destacou Natanael Castro.

Durante a aula, os participantes receberam informações sobre as modalidades da Capitalização: Tradicional, Incentivo, Filantropia Premiável, Popular e Instrumento de Garantia, que vem se firmando como uma solução relevante em contratos e concessões, como demonstra o edital de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, que já incorporou o produto como possibilidade de garantia.

Natanael também falou de desafios regulatórios e a importância do diálogo permanente com o poder público para a modernização das normas do setor, especialmente diante das transformações tecnológicas e das mudanças no comportamento do consumidor. Segundo ele, a atualização das leis é fundamental para ampliar o acesso, estimular a inovação e fortalecer a confiança na Capitalização como instrumento financeiro relevante.

O diretor destacou ainda o papel da FenaCap na disseminação de conhecimento, por meio de ações de capacitação, treinamentos e diálogo com corretores, entidades representativas e formadores de opinião. Para a Federação, ampliar o entendimento sobre o produto é um passo essencial para que os Títulos sejam cada vez mais reconhecidos como uma solução segura, versátil e alinhada às necessidades do desenvolvimento econômico do país.

Diretora de Ensino da ENS, Maria Helena Monteiro destacou que a Capitalização é um mercado em transformação e o encontro na Escola é de grande relevância para a formação acadêmica e profissional dos alunos, pois conecta fundamentos teóricos a um setor que vem se reinventando e ampliando sua atuação no cenário econômico nacional.

“Ao abordar os avanços regulatórios e a crescente utilização em licitações públicas, contratos de infraestrutura e garantias locatícias, a aula amplia a compreensão dos alunos sobre alternativas seguras, transparentes e eficientes no mercado financeiro e de garantias. Além disso, a análise de dados recentes de crescimento e de projeções de mercado permite que os estudantes desenvolvam uma visão crítica e estratégica sobre oportunidades de expansão do setor”, afirmou Maria Helena.