Encontro contou com um bate-papo com Raquel Reis, CEO da SulAmérica e presidente da FenaSaúde, que falou sobre carreira, a importância da liderança feminina e os desafios do mercado de saúde
“Cerca de 70% da nossa força de trabalho é representada pelas mulheres”, relatou Ricardo Montenegro, presidente da Aconseg-SP. Com o objetivo de ressaltar a importância das mulheres no mercado de seguros, a associação realizou, em 5 de março, pela primeira vez um evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.
A celebração foi idealizada por Monica Dargevitch e Maria Guadalupe, respectivamente diretora administrativa e diretora para o interior da Aconseg-SP. A comemoração foi realizada na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e contou com um café da manhã e um bate-papo com Raquel Reis, CEO de Saúde e Odonto da SulAmérica e presidente da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde).
Segundo o presidente da Aconseg-SP, a associação reforça cada vez mais a participação e o papel das mulheres no setor. Para se ter uma ideia, das 41 assessorias no Estado de São Paulo, oito são administradas por mulheres. “O papel de vocês é importantíssimo. Todas são imprescindíveis para o nosso negócio”.
A convidada especial do evento, Raquel Reis, contou um pouco de sua trajetória e as dificuldades que percorreu para ingressar no mercado de seguros. A CEO salientou que as mulheres são capazes de conquistar tudo o que desejam.
De acordo com Raquel, a SulAmérica é uma das grandes responsáveis pela inclusão de mulheres no setor de seguros. “A SulAmérica teve a primeira presidente mulher do Brasil no mercado de seguros, que é a Beatriz Larragoiti, uma figura icônica”.
Segundo ela, a seguradora pratica meritocracia e não faz distinção de gênero. Hoje na companhia, as mulheres ocupam 45% dos cargos de diretoria e 60% em cargos de média liderança.
“A SulAmérica tem um mérito muito grande no mercado segurador, porque desde sempre vejo praticar meritocracia, de fato, sem olhar gênero”, relatou a CEO.
Carreira
Raquel comentou que sempre teve mais proximidade com matemática e queria seguir carreira com algo relacionado ao tema. Em 2001, começou a cursar Ciências Atuariais na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), pois o curso tinha relação com a área de Exatas.
No primeiro ano de faculdade, ela conseguiu um trabalho como trainee na Yasuda Seguros, hoje Sompo Seguros. Ela trabalhou com seguro de transporte de carga nacional e, anos depois, com o seguro internacional.
No último ano de faculdade, ela foi contratada para trabalhar com o ramo de saúde na AGF, que hoje é a Allianz. Com apenas 23 anos, Raquel assumiu o cargo de coordenadora. De acordo com ela, o processo de adaptação à função foi difícil, mas com o decorrer do tempo o processo ficou natural. Para ela, ser uma boa líder é conversar, promover liberdade para a equipe executar as tarefas com criatividade e dar o exemplo no dia a dia.
“O exemplo arrasta. Esta frase eu ouvi há muitos anos atrás e acho que é uma das frases mais verdadeiras. Às vezes você tem que conversar, dar direcionamentos claros, dar feedback, porém o mais importante de tudo é você dar o exemplo no dia a dia”, comentou a presidente da FenaSaúde.
Sua história na SulAmérica começou em 2011, como gerente e posteriormente alcançou cargos de superintendente. Em 2019, foi nomeada como a vice-presidente da companhia. Porém, em 2022, Raquel decidiu mudar e atuar na rede hospitalar, onde ficou por cerca de um ano como vice-presidente da Rede D’Or. Em seguida, com um sentimento de realização e “volta para casa”, aceitou o convite para retornar à SulAmérica como CEO.
Mais sororidade
Maria Guadalupe, diretora para o interior da Aconseg-SP, ressaltou o papel das mulheres na sociedade e enalteceu a representatividade feminina no mercado de seguros. ”Ser mulher é maravilhoso. Nós somos sensíveis. Hoje é uma vitória. Quando a gente poderia ver esse público de mulheres nesse setor que é dominado por homens? Nós temos uma representatividade muito grande na área de seguros”.
Para Monica Dargevitch, diretora administrativa da Aconseg-SP, o mundo deve ser mais igualitário e meritocrático.“Que seja por meritocracia, que as situações sejam mais naturais, mais leves, que tudo flua com leveza para as mulheres, e que todas possamos estar em uma sociedade em um nível de igualdade”.
Já Raquel Reis reforçou que a prática de sororidade deve ser mais constante entre as mulheres.“A mulher por natureza na maioria das vezes acolhe, é empática, está pronta para ouvir. Acho que ainda temos o desafio de nos darmos mais as mãos uma pela outra. Infelizmente, em situações do dia a dia todas nós já falhamos com isso. Creio que temos que praticar mais a sororidade”, recomendou.










